Imóveis em Sintonia com Perfil do Consumidor

Neste ano, houve uma mudança interessante no mercado imobiliário de São Paulo. Os imóveis estão menores e, consequentemente, com valores mais em conta, característica valiosa para consumidores de média e baixa renda. Em 2008, a maior parte dos apartamentos de luxo e as casas lançadas possuíam três dormitórios, agora há projetos mais enxutos, com um maior aproveitamento do espaço e apenas dois quartos.

Mudança de Perfil

Se no ano passado os imóveis de dois quartos correspondiam a 34,5% da oferta, hoje esse número passou para 45,9%, enquanto que as unidades que possuem três dormitórios caíram de 38,2 % para 32,5% do total oferecido pelo mercado imobiliário de SP. O que provocou a mudança de perfil foi a oferta de crédito que, além de mais acessível (com os juros menores) se tornou mais abundante.  Os recursos para financiamentos de casa própria passaram de R$ 30 bilhões para R$ 32 bilhões, permitindo que muitas pessoas enfim realizassem o sonho da casa própria. A abertura de crédito proporcionou, além de redução de juros, prazos mais longos com prestações adaptadas ao bolso do consumidor.

Injeção de Capital

Essa mudança de cenário também foi motivada pelo programa do Governo Federal Minha Casa, Minha Vida, que permitiu às construtoras redirecionar seus investimentos. A injeção de capital permitiu a baixa nos imóveis considerados de alto padrão, uma vez que as construtoras voltaram sua atenção para os imóveis populares. Além disso, os recursos do FGTS, do BNDS e do Orçamento Geral da União permitiram que a verba total para investimento no setor chegasse R$ 34 bilhões, em 2010.

Imóveis Usados Eram a Alterativa

De acordo com as imobiliárias em São Paulo, sempre houve uma lacuna no mercado imobiliário, e prova disso é o comportamento do comércio de imóveis usados. A procura por casa populares ideais sempre esteve concentrada nos apartamentos e casas de até dois quartos, imóveis mais vendidos do setor. Quem não encontrava o que procurava, em geral se voltava para os imóveis usados que eram mais baratos, e por isso, em 2009, corresponderam a 50% das vendas de unidades negociadas.

Previsões Para o Mercado

A tendência é que os recursos continuem disponíveis, as facilidades de negociação estejam cada vez mais acessíveis aos diversos perfis de consumidores e os lançamentos continuem priorizando os imóveis populares. A meta do programa Minha Casa, Minha Vida é a construção de 1 milhão de moradias até o final de 2010. Apenas 300 mil foram comercializadas até o momento, então o mercado ficará aquecido por um longo período.

O Que é o Programa Minha Casa, Minha Vida

Trata-se de uma iniciativa do Governo Federal, criada em 2009, que criou condições especiais e atrativas para compra de moradias populares em áreas urbanas. Direcionado para famílias de baixa renda, o programa oferece financiamento para compra da casa ou apartamento em parceria com estados, municípios, empresas e entidades sem fins lucrativos. As famílias com rendas de 1,8 mil a 7 mil reais podem ter acesso ao programa que, em 2017, também foi estendido para reformas das residências.

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Categoria(s) do artigo:
Imóveis

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