Como Se Planejar Para Financiar Um Imóvel

Uma coisa é certa, se você não quer ter dor de cabeça na hora de comprar um imóvel é melhor planejar para fazer o financiamento. Alguns detalhes são de extrema importância para que o controle das finanças da família não saiam do controle por conta do financiamento.

Para começar é importante aprender a fazer o controle do orçamento doméstico antes de bater o martelo com o banco e fechar o contrato. Pode parecer exagero, mas se os gastos diários não estiverem bem controlados, não será fácil arcar com todas as despesas sem sentir a necessidade de mudanças nos hábitos da família.

Quando se pensa em comprar um imóvel financiado é mais do que necessário planejar e isso significa pensar em dois fatores como base para que tudo dê certo: aspecto do imóvel e finanças pessoais.  Veja algumas dicas de como se planejar para financiar um imóvel e não tomar sustos num futuro bem próximo!

1- Controlando as despesas pessoais: Se você quer financiar a sua casa própria terá que aprender a controlar as suas finanças pessoais, não só as suas, a de toda a família. Pode parecer chato, mas os especialistas garantem que é a única forma de não perder o controle. Então, lápis e papel na mão ou tabelinha no computador e anote tudo o que você gasta. Esse tipo de controle não pode ser encarado como uma perda de liberdade, mas sim viver com o que ganha e ter qualidade de vida, ao invés de viver de cabelos em pé tentando fechar as contas do mês e não conseguindo nunca.

O segundo passo é fazer uma planilha e nela de cara, coloque o quanto você ganha ou o quanto quem participará dessa compra, todos somados, ganham. Depois o valor dos gastos mensais, que será descoberto com o controle feito lá no início, as dívidas que ainda devem ser quitadas e caso tenha algum dinheiro guardado, esse valor.

Segundo os economistas, as pessoas só se dão conta se estão fazendo bom o uso do próprio dinheiro quando fazem o registro de tudo aquilo que gastam. E quando se veem diante da realidade, enxergam que alguns hábitos, não necessários, podem estar limitando que desejos de consumo maiores se realizam. É muito comum que pequenas despesas não sejam notadas e pareçam que não fazem nenhuma diferença no seu orçamento, o que a planilha irá dizer completamente o contrário.

Nessa planilha é hora de colocar a “casa em ordem” e cortar todos os gastos supérfluos. Segundo os economistas, se cinco meses forem vencidos, isto é, se você não deixar de lado o controle de gastos e nem a planilha, o dinheiro vai sobrar e o sonho de ter um imóvel ficará mais próximo.

2- Depois de tantas contas, planejamento, controle orçamentário e diante da realidade, é hora de determinar quanto o seu imóvel poderá custar. Além disso, se dê um prazo para comprá-lo. Neste caso, não faça voos muito altos, o banco só aceitará financiar um valor que não comprometa mensalmente mais de 30% da renda líquida no crédito. Os membros da família poderão ser considerados, então, por exemplo, se a renda total chega a R$5.000, a parcela será de R$1.500. Pense que a família passará a viver com R$3.500, uma boa diferença e considere se será necessário fazer gastos extras com imóvel novo para morar, como móveis, reformas, etc. Normalmente, segundo os especialistas, deixar um imóvel pronto para morar pode representar gastos de 20% a 30% do valor que foi pago por ele, no caso do usado.

3- Antes de financiar o imóvel, os economistas recomendam que as dívidas altas sejam eliminadas, principalmente aquelas que representam altos juros, como o cheque especial ou cartão de crédito. Além disso, os especialistas alertam para o perigo de assumir um financiamento de um imóvel por um período muito longo. Uma vez que no Brasil é comum que se perca o trabalho, com exceção a funcionários públicos. Então, quanto menor for o número de parcelas, mais seguro será para pagá-las sem imprevistos.

4- É inevitável que para financiar um imóvel não seja necessário se reeducar financeiramente. Não importa quanto uma pessoa ganha, normalmente, o que se gasta é superior. A compra do supérfluo é muito natural para as famílias brasileiras, que usam o dinheiro que não é seu, como cartão de crédito e depois passam a arcar com juros altíssimos. Parta do princípio que o financiamento do imóvel é o mais importante naquele momento e que será fácil sobreviver sem os supérfluos sem fazer disso um drama como se tivesse abrindo mão da própria vida.

5- O planejamento para o financeira de um imóvel, no caso de uma família, deve ser conversado entre marido e mulher. O ideal é que cada um faça a própria planilha e depois as misture para dividir gastos e poupar o que for necessário. Será um momento em que todos da casa terão que abrir mão dos supérfluos. Em dois é claro que o objetivo pode ser alcançado com mais facilidade.

6- Os imprevistos sempre acontecem e é necessário estar preparado para quando isso ocorrer durante o momento em que você estiver pagando as parcelas do seu financiamento de imóvel. Se deu para manter os gastos abaixo das entradas é bom ter sempre um dinheiro guardado que garanta o pagamento das parcelas em uma emergência. Você pode perder o emprego ou mudar para um outro e ganhar menos e o valor da parcela será aquele. Além disso, os economistas garantem que manter o plano de saúde dos membros da família é uma maneira de garantir para alguma emergência médica, que normalmente, quando acontece, custa muito cara.

7- E por último, cuidado com o que eles chamam de despesas ocultas, que costumam sobrecarregar as finanças. Idas ao restaurante não planejadas, passeios com os amigos, festas em casa, a compra de um par de sapatos que você julgou irresistível. Enfim, para os especialistas, ficaríamos surpreso de quanto teríamos em 10 anos economizando com aquilo que compramos achando que não é nada demais.

A seguir, alguns exemplos das despesas ocultas. O pouco aqui e pouco ali, faz um bom montante, pode ter certeza, e pode acabar pesando mais no orçamento do que uma grande despesa.

  • cafezinho: 3 vezes por semana a 1 real em 30 anos: 4.680
  • maço de cigarros: por dia a 3 reais cada em 30 anos: 32.760
  • pizza: todo fim de semana a 30 reais cada em 30 anos: 46.800

Esses valores aplicados e remunerados poderiam se transforma em 30 anos: 4.680 em 45 mil reais; 32.760 em 290 mil reais e 46.800 em 500 mil reais.

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Categoria(s) do artigo:
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