Bolha Imobiliária No Brasil

A compra de um imóvel é o sonho de todo brasileiro que ainda não conseguiu realizá-lo, na verdade, a grande maioria. Pessoas que vivem de aluguel ou vivendo na casa de familiares para escapar dele. Do outro lado, investidores descobriram uma boa forma de ganhar muito dinheiro, comprando e vendendo imóveis gerando lucros altíssimos.

O Brasil está vivendo um forte momento imobiliário, os preços dos imóveis em qualquer parte do país subiram e muito, em alguns, a alta foi impressionante, como em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo. Preços que não se estagnaram, pelo contrário, continuam a subir. E sobre essa “animação do mercado imobiliário”, se fala que o Brasil está vivendo uma bolha imobiliária que está prestes a ir pelos ares. Os preços de 2008 para cá não só dobraram, triplicaram.

Bolha Imobiliária No Brasil

Bolha Imobiliária No Brasil

Análise Do Mercado Imobiliário Brasileiro e Da Possível Bolha Imobiliária

Para entender melhor se o país está prestes a passar por uma bolha imobiliária ou se já está dentro dela, que está prestes a explodir, dizem os economistas que o melhor é começar a avaliar os dados imobiliários de longa data, 1900. Comparar com países que já passaram por isso é um bom modo de perceber se estamos fazendo o mesmo caminho.

Análise Do Mercado Imobiliário Brasileiro e Da Possível Bolha Imobiliária

Análise Do Mercado Imobiliário Brasileiro e Da Possível Bolha Imobiliária

Fazendo Essa Análise Se Percebe Que:

  • Todas as bolhas imobiliárias tiveram um momento de atividade de construção muito forte.
  • Para fazer essa análise e poder comparar os dados de construção é necessário calcular o consumo de materiais de cada país, já que existe uma série de particularidades entre eles, que dificultaria a comparação.
  • Segundo alguns economistas, levando em consideração o cimento usado anualmente em países em que a “bolha estourou”, o consumo era sempre superior a 400 quilos per capita. Um exemplo, a Espanha, que chegou a mais de 1,2 mil quilos e no Brasil hoje, chegamos a 349 quilos.
  • Outro fator que caracteriza que um país está caminhando para uma bolha imobiliária, observando casos anteriores, é que os preços locais superam o poder de compra da população. O Brasil, atualmente, não tem nenhuma cidade figurando entre as 20 mais caras do mundo. Porém, na lista das 100, temos sim e são elas: Rio de Janeiro, Brasília, Salvador e Balneário Camboriú.
  • Outro fator que colabora para a bolha imobiliária, sempre seguindo pesquisa e comparando com situações ocorridas ao longo do tempo, é a abundância da oferta de crédito. A matemática é simples, as pessoas compram mais do que realmente poderiam comprar. E a bolha nos outros casos estourou quando o crédito imobiliário chegou a superar de 50% o PIB. E no Brasil, mesmo com todo crescimento, o valor não superar os 5% do PIB.
  • E em todos os casos, a bolha estoura quando a oferta de crédito é rompida subitamente, fazendo com que os custos aumentem ainda mais. No Brasil, estamos vivendo uma situação completamente diferente, o crédito está em expansão se se observa uma pequena queda no seu custo.

Observando as pesquisas do economista citada acima, dizer que o Brasil vive uma bolha imobiliária prestes a estourar em pouco tempo não é uma verdade. Para quem pretende comprar a casa própria, esse ainda continua sendo um bom momento. Porém, outra boa notícia é que os preços não terão a mesma alta nos próximos anos, já que os valores chegaram num patamar muito alto. É provável que os valores começam a estagnar e os reajustes sejam mais modestos.

Opinião Do Prêmio Nobel De Economia Sobre a Bolha Imobiliária No Brasil

Enquanto alguns economistas afirmam que no momento, o mercado imobiliário brasileiro não tem a menor chance de sofre com o estouro da bolha imobiliária, o prêmio Nobel de Economia, Robert Shiller, diz o contrário.

Segundo Shiller, o Brasil está sim passando por uma bolha imobiliária e mais, comparou a situação brasileira com aquela americana. A bolha imobiliária dos Estados Unidos que gerou a grande crise no ano de 2008.

Segundo o economista Rober Shiller não existe um fator razoável que explique tamanha alta nos preços dos imóveis no Brasil. O que o economista considera um grande problema e perigo para o futuro da economia brasileira. As perguntas que ele faz são: “o que aconteceu no Brasil nos últimos 5 anos de tamanha importância para justificar o grande aumento de preços dos imóveis?”; “os aumentos foram maiores nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo”; “porque os preços subiram tanto enquanto a inflação foi menor?”.

Apesar Das Declarações Shiller Disse Que Não Está Afirmando Que Exista Uma Bolha No País

Apesar das declarações de que o Brasil poderia estar encaminhando para uma crise semelhante aquela vivida pelos Estados Unidos em 2008, em consequência de uma bolha imobilária que estourou, o economista prêmio Nobel diz que não está afirmando.

De acordo com Robert Shiller não é possível afirmar com certeza se é esse o momento que o nosso país está vivendo.

Robert Shiller disse que não pode dizer com certeza de que existe uma bolha imobiliária no Brasil porque faltam informações sobre o mercado local e as características do país. Porém, quando ele faz a comparação do Brasil com outros países, sente que pode dizer que devemos ter cautela. Ele citou o exemplo do Japão, que seguiu o mesmo movimento brasileiro, segundo ele, na década de 1980 e já no início de 1990, os preços foram perdendo o fôlego, quem investiu chegou a perder dois terços do valor de antes.

O prêmio Nobel de Economia, Rober Shiller, foi mais longe nas suas declarações sobre a suposta bolha imobiliária brasileira. “Eu não investiria no mercado imobiliário brasileiro”, afirmou. Mesmo não tendo a certeza para dizer se realmente o país passa por esse momento delicado com risco de um colapso, Robert disse que é necessário evitar “ativos caros”, seja no mercado imobiliário e também em ações. Segundo ele, a sua opinião é que os mercados financeiros estão sendo “empurrados a comprar bolhas” mesmo que isso seja uma prática e que já se sabe os grandes prejuízos que isso causa no futuro, porque geram novas bolhas e novas crises.

Quem pensa em comprar um imóvel para morar deve pensar e avaliar a situação atual, mas pensar em uma mudança radical, preços mais baixos no futuro, também pode ser arriscado.

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Categoria(s) do artigo:
Imobiliária

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