Tipos de Cimentos e Suas Aplicações

O cimento é o material mais utilizado em construções no mundo como um todo. Existem alguns tipos de cimento, porém, todos eles recebem o nome de Cimento Portland em homenagem a Joseph Aspdin que descobriu o cimento moderno na ilha britânica de Portland no ano de 1824.

O fabrico do cimento passa por três fases que são: a moagem e a mistura da matéria-prima (numa proporção de 90% calcário e 10% de argila); em seguida vem a produção do clínquer e por fim passa pela moagem do clínquer que é misturado com gesso e outros aditivos.

Tipos de Cimentos e Suas Aplicações

Cimento Portland Comum (CP-I)

Trata-se do tipo mais básico de cimento Portland, esse produto pode ser utilizado em construções que não precisem de condições especiais, ou seja, que não ofereçam nenhum tipo de intempérie como exposição a esgotos, lençóis de água, mar ou qualquer outro tipo de contato com presença de sulfatos.

O CP-I possui somente adição de gesso, em torno de 3% que também é encontrada em outros tipos de Portland. A função do gesso no cimento é retardar a reação de hidratação do cimento. No Brasil o uso de cimento é regulado pela NBR 5732.

Cimento Portland Comum com Adição (CP I-S)

A diferença do CP I-S para o CP-I é que ele possui a adição de material pozolânico (cerca de 1 a 5% em massa). Pelo fato de ter essa adição possui menor permeabilidade. Seu uso também é regulado pela NBR 5732.

Cimento Portland Composto com Escória (CP II-E)

Os cimentos do tipo CP II são entendidos como compostos uma vez que contam com a adição de um material extra a composição básica. O tipo CP II-E Possi adição de escória granulada de alto-forno o que faz com que ele adquira a propriedade de pequeno calor de hidratação. A composição desse tipo de cimento é de 94% à 56% de clínquer+gesso (composição básica) e cerca de 6% à 34% de escória.

Pode ter ou não uma adição de algum outro material carbonático que chegue ao máximo de 10% na massa. Esse cimento é indicado para fazer estruturas que necessitem de um desprendimento de calor que seja razoavelmente lento. O uso do CP II-E é regulado pela NBR 11578.

Cimento Portland Composto com Pozolana (CP II-Z)

O cimento CP II-Z tem menos permeabilidade pelo fato e contar com a adição de material pozolânico que varia de 6% a 14% em massa. Devido a isso é bastante indicado para ser usado em obras subterrâneas em especial quando existe a presença de água, pode ser usado com sucesso até em obras marítimas. O uso desse cimento é regulado pela NBR 11578.

Cimento Portland Composto com Pozolana (CP II-F)

A composição do CP II-F é de cerca de 90% a 94% de material básico (clínquer+gesso) e cerca de 6% a 10% de material carbonático (fíler) adicionado em massa. Trata-se de um cimento bastante indicado para estruturas de concreto armado e também para argamassas de revestimento ou assentamento, mas não deve ser usado em meios muito agressivos. O seu uso é regulado pela norma NBR 11578.

Cimento Portland de Alto-Forno (CP III)

O CP III (cimento Portland de Alto-Forno) é bastante versátil pelo fato de ter a adição de cerca de 35% a 70% de escória em massa que lhe dá um baixo calor de hidratação além de lhe tornar mais durável e impermeável.

Esse cimento pode ser usado em obras de grande porte como em obras que possuam fatores agressivos como barragens, tubos e canaletas para conduzir a produção de líquidos mais agressivos, esgotos, afluentes industriais entre outros. Também pode ser utilizado para o assentamento ou revestimento de obras mais simples. A regulação do seu uso é da NBR 5735.

Cimento Portland Pozolânico (CP IV)

O CP IV possui uma adição de 15% a 50% de pozolana em massa, devido a isso é um cimento que possui maior impermeabilidade e consequentemente é mais durável. Quando se produz concreto com o CP IV se tem mais resistência a compressão num longo prazo. Pode ser usado em obras que ficarão expostas a água e ambientes agressivos. O seu uso é regulado pela NBR 5736.

Cimento Portland de Alta Resistência Inicial (CP V-ARI)

O CP V-ARI é um cimento básico assim como o CP-I, entretanto ele pode ter cerca de até 5% de massa de material carbonático. A grande diferença entre os dois está no processo de dosagem e produção do clínquer. A dosagem de calcário e argila do CP V-ARI é diferente dos demais tipos de cimento e a sua moagem também é mais fina.

Essa diferença faz com que esse tipo de cimento tenha uma elevada resistência inicial do concreto já nos primeiros períodos de instalação. Seu uso é indicado para peças de concreto armado em que se precise de rápida resistência a compressão. A regulação do seu uso é da NBR 5733.

O Processo de Produção do Cimento Portland

Basicamente a produção desse cimento está dividida em duas etapas que são a da produção do clínquer portland e da produção de pozolana que é uma argila ativada. A seguir listamos as etapas de produção do clínquer portland:

  • Tudo começa com a extração do calcário que é britado e posteriormente secado até chegar a uma umidade residual de no máximo 2%.
  • Em seguida adiciona-se ao calcário areia materiais inertes que passam por uma análise química para que essa mistura seja proporcional e assim moída e se chegue à farinha.
  • Essa farinha então irá passar por um processo de homogeneização com ar comprimido e em seguida se faz a estocagem em silos.
  • Essa farinha homogeneizada é então colocada num forno rotativo numa temperatura aproximada de 1.450ºC para que se chegue finalmente ao clínquer portland.

A produção da pozolana é dividida em levar a argila natural ao forno rotativo a uma temperatura de 750°C para que se chegue a argila calcinada (pozolana). Depois de passado esse processo o clínquer e a pozolana junto com o gesso são moídos em proporções que sejam adequadas chegando então ao cimento portland.

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Categoria(s) do artigo:
Construção

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